segunda-feira, 2 de julho de 2012

São Paulo para Apaixonados - Passeio 01


Não muito alegre naquele dia, descobri que meu cartão do trem não tinha mais saldo. Não havendo outra alternativa, lá vou eu para a fila de compras de bilhetes para voltar para casa com meu piercing, até que enfim, ajustado.
Ao passar por uma máquina de livros, passei mais lentamente para ver os novos títulos e encontrei essa capa. Pensei: 'São Paulo para apaixonados ... um relato sobre o amor por concreto, por muros, prédios iluminados pelo sol e pela luz da cidade ... monumentos históricos, paredes grafitadas .... um amor pela cidade de São Paulo ... ele irá adorar ... vou comprar para presenteá-lo ...'. Ainda um pouco indecisa sem conseguir ler a sinopse do livro, inseria a célular e o mesmo caiu.
Decidi não abri-lo, porque afinal o presente não era para mim (claro que pegaria emprestado depois). Mesmo assim muito ansiosa por confirmar o conteúdo do livro, resolvi ler a contra capa.

'Os edifícios, o trânsito caótico e a correria diária fazem São Paulo parecer uma cidade dura e fria. Apague tudo isso de sua cabeça - apesar desse jeitão, o que você encontra aqui é uma metrópole acolhedora, que favorece relacionamentos românticos e até mesmo apimentados ...' - Estava certa, o livro fala realmente do que pensei, ele realmente irá adorar, continuei a ler - 'Tem de tudo para quem quer entrar no clima - bares, cafés, centros culturais, chás da tarde, restaurantes exóticos, praças, jardins, serenatas com queima de fogos, passeios de helicópteros. Ah, você está sozinho? No 'São Paulo para Apaixonados' você vai encontrar os lugares ideais para achar sua cara-metade.'. - Agora minha cabeça havia se confundido, afinal do que o livro falava? Mais ansiosa ainda do que antes, passei algumas páginas e descobri que o livro não tinha uma narrativa. Ele era um guia.
O livro tem vários lugares que aparentemente são maravilhosos ... lugares que toca Jazz, lugares romanticos, praçinhas, barzinhos, cestas de café da manhã e até motéis. Maravilhoso!
Já que a idéia de entregar a ele uma leitura foi interrompida ... que tal aproveitar aquilo que o livro passa e ir em um dos locais? Ótima idéia.

E lá estavamos nós, correndo contra o tempo. O local tinha um agendamento divino que me fazia olhar para o sol sem parar. Você assado, com o dedo esfolado pelo basquete ... correndo ... meu siri (kkkkkkkkk). Chegamos num parque que eu disse que teriamos que atravessar. Um parque pequeno, mas amontuado de gente que sentava em somente numa direção, como se a esperar por um show (e era). Sentei em um canto na mesma direção, na grama, e dei uma palmadinha para se juntar a mim. Meio confuso, sentou. 'Chegamos. Viemos ver um espetáculo ... aquele ali' - e apontei para o sol. Você olhou e sorriu. 


As pessoas bebiam, fumavam, só adimiravam ... tiravam fotos ... se divertiam. Pessoas alternativas, algumas chegando de chinelo por morar lá perto, outras chegando em carros caro. Sim, a cidade universitária só tem casas enormes (mansões) que nos fazem pensar em ir embora ... mas aquele sol ... aquele lugar ... não poderia ser ignorado, nunca.
Ao se por, todos as baterem palmas e meus olhos a marejar ... que coisa mais bela! Recomendo o local e o livro.


Todos as vezes que conhecermos um novo local do livro, publicarei uma nova postagem com a foto.


Mapa praça do por do sol